quarta-feira, 14 de maio de 2008

Finalmente a Ministra Marina saiu

Sim, finalmente a Ministra do Meio Ambiente pediu demissão. O Presidente Lula perdeu um grande nome que, com o Ministério do Meio Ambiente, conseguiu ficar apagado. A Ministra pouco podia fazer diante do TOTAL COMPROMISSO DE LULA COM A DEGRADAÇÃO DO MEIO AMBIENTE - vide a aprovação para o plantio do milho transgênico etc.

À Ministra não restava outra alternativa, na medida em que cada vez mais era desautorizada pelo Presidente. Lula optou pelo desenvolvimento a todo custo e para isto desrespeita as leis e pior, diz que as leis atrapalham o desenvolvimento, o seu PAC, vez que exigem muito dos investidores - Lula refere-se à Lei de Licitações, instrumento que visa salvaguardar o dinheiro público contra empresas aventureiras e sem estrutura. E, mesmo assim, com o crivo da Lei de Licitações, muitas licitações são vencidas à custa de corrupção.

O Presidente conseguiu calar uma das maiores vozes em defesa do Meio Ambiente, mas, depois de tanta pressão, a Ministra decidiu voltar a ter voz e se demitiu. Ganhamos nós que trabalhamos em defesa do Meio Ambiente, pois, a contrário senso, a presença de Marina Silva no Ministério pouco contribuiu para fazer valer, principalmente, o Princípio da Precaução do Direito Ambiental, em que diz que na dúvida pró-ambiente, ou seja, a atividade não se realiza. Não foi o que ocorreu com a autorização do plantio de milho geneticamente modificado, que sequer teve Estudo de Impacto Ambiental, conforme se vê de post anterior intitulado Liberação de Milho Transgênico deixa clara a irresponsabilidade do Governo.

A saída da Ministra contrariou o Presidente, pois ele não conta mais com a blindagem de protetor do Meio Ambiente que o nome de Marina Silva, no Ministério, lhe garantia. Como disse um jornal carioca, o Rei ficará nú.

Lula convidou outro grande nome na defesa do Meio Ambiente - o Secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro - Carlos Minc.

Vamos ver se o novo Ministro conseguirá fazer valer a legislação ambiental, ou se sucumbirá ao poder econômico dos estrangeiros que dominam o agro-negócio na Amazônia.

Quem viver verá!

sábado, 12 de abril de 2008

Para refletir


Mudança climática ganha destaque dentro do Banco Mundial


mudanças climáticas 11/04/2008

Mudança climática ganha destaque dentro do Banco Mundial

As mudanças climáticas transformaram-se em uma das maiores fontes de preocupação do Banco Mundial devido à previsão de que provocarão impactos na saúde e no crescimento econômico dos países em desenvolvimento, afirmou o principal economista da entidade para o setor ambiental.

A América Latina, a África sub-saariana e a Ásia são os locais onde o aquecimento da Terra será sentido de forma desproporcionalmente negativa, e isso transforma a questão em algo fundamental para o Banco Mundial e outras instituições financeiras que tentam incentivar o desenvolvimento, afirmou Kirk Hamilton.

Hamilton é co-autor do Relatório de Monitoramento Global.

Os danos ao meio ambiente acontecem hoje nos locais mais pobres do mundo e devem ampliar-se com a elevação das temperaturas no planeta, sendo que já se prevê para 2020 o aparecimento de consequências bastante negativas desse fenômeno, afirmou o economista em uma entrevista concedida por telefone.

"Acredito que há um certo risco, e não apenas no Banco Mundial mas globalmente, de que algumas pessoas possam pensar que as mudanças climáticas sejam a moda do mês. Nós, porém, vemos com grande preocupação as consequências desse fenômeno para o desenvolvimento", afirmou.

A mudança de postura do banco, que passou a ver o aquecimento como um fator primordial na avaliação das questões relativas ao desenvolvimento, ocorreu nos últimos dois anos.

"Os cientistas estão nos dizendo com um alto grau de segurança que o que observamos hoje é uma mudança climática provocada pela humanidade e que os cenários atuais em termos de emissão de gases do efeito estufa estão nos levando para um território perigoso", disse Hamilton.

O Relatório de Monitoramento Global, lançado antes do próximo fim de semana, no qual ocorrerão encontros do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, contém dois capítulos importantes sobre a sustentabilidade global em termos ambientais.

"Os países pobres serão os mais afetados e são os menos capazes de se adaptarem às mudanças climáticas", diz um capítulo do documento. "Para os países em desenvolvimento, a melhor forma de adaptação às mudanças climáticas passa pelo incentivo a um desenvolvimento inclusivo."

Os países em desenvolvimento e os países de baixa renda dependem muito mais de seus recursos naturais do que os países ricos, disse Hamilton.

Mas explorar esses recursos sem garantir que isso se faça de forma sustentável não significa avançar rumo ao desenvolvimento, acrescentou.

"Se esses recursos forem degradados, esgotados, poluídos, então a sustentabilidade dos projetos será colocada em dúvida", afirmou.

Hamilton respondeu ainda às críticas lançadas recentemente contra o Banco Mundial. Alguns questionam o papel da instituição na luta contra as mudanças climáticas, afirmando que a preocupação maior nesse caso seria controlar os bilhões de dólares em ajuda que serão necessários para enfrentar o problema nas próximas décadas.

"Eu rebateria esse tipo de argumento. Estamos no negócio do desenvolvimento. E a adaptação às mudanças climáticas gira em torno de um bom desenvolvimento." (Fonte: Estadão Online)

Qual o motivo?


O que pode ter levado a quem quer que seja a matar a menina Isabela Nardoni? Quem tem o direito de tirar a vida de uma criança que nenhum mal pode fazer a um adulto? Como sempre, nos romances policiais de Agatha Christie, a culpa recai sobre aquele que menos suspeita deixa transparecer. Quem será, no caso de Isabela, o seu algoz?

A violência infantil é um tema muito sério e que vem tendo pouca discussão nos meios de comunicação. Tais notícias apenas duram algum tempo, depois caem no esquecimento.

Quantas Isabelas morrem por dia, vítimas de entes queridos, próximos? Sim, porque as estatísticas mostram que os algozes das crianças indefesas são adultos e próximos a elas, pessoas em quem normalmente elas confiam e, por isto, se tornam presas fáceis.

Até quando vamos ter que conviver com estas estatísticas que nos revoltam e nos deixam impotentes?

A Constituição Federal diz que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar a perfeita integridade das crianças de nosso país. Hoje, o Promotor de Justiça, responsável pelo caso, afirmou que vizinhos ouviram Isabela gritar por ajuda. Por que não a ajudaram? Por que só agora resolveram falar? Somos todos coniventes com a morte de Isabela, porque nos calamos ao ouvir pais baterem em seus filhos - eles são os responsáveis e sabem o que fazem (não é assim que pensamos?) - e calados nos chocamos. Como diz o velho ditado, muito sábio por sinal, "quem cala consente".

Se, realmente for comprovada a responsabilidade do pai e da madrasta de Isabela, que tipo de família e de amor pela criança eles têm que, para salvar a pele de adultos, se calam e deixam impunes aqueles que tiraram a sua vida? Qual o verdadeiro amor que a menina Isabela recebia por parte da família de seu pai? O que de tão grave esta menina fêz a ponto de quererem acabar com a sua vida? ".

Quantas Isabelas, Marias, Joãos etc. teremos que perder para que as autoridades e a sociedade cumpram o seu papel de proteger a infância?

sexta-feira, 7 de março de 2008

Hello crazzy people Big Boy raizes again


Ele foi o precurssor de uma rádio mais dinâmica, lançando músicas inéditas no país. Big Boy marcou uma época e uma geração e após a sua morte, não apareceu ninguém com metade de seu talento de comunicação e com a sua capacidade e contatos para lançar no país músicas inéditas, às vezes, até mesmo no exterior.
"Como locutor, introduziu uma linguagem jovem, mais próxima do público que o ouvia. Seu "hello crazy people!", a maneira irreverente como saudava os ouvintes, tornou-se marca registrada de um estilo próprio, descontraído, diferente da voz empostada dos locutores de então. Como programador, demonstrou extrema sensibilidade ao captar o gosto do público, observando as tendências musicais ao redor do mundo e inovando a partir de idéias que modificariam todo um sistema de programação estabelecido.

Apaixonado por música desde a infância, iniciou uma coleção que chegou a 20 mil discos ainda adolescente, manifestando preferência pelo rock, o então novo ritmo americano que conquistou os jovens no mundo todo. Também costumava "peregrinar" na Rádio Tamoio do Rio de Janeiro - a rádio que apresentava a programação mais atualizada na época - procurando manter contato com os programadores e outros aficionados por rock em busca de informações e de uma oportunidade profissional - seu sonho desde então que procurou alcançar com obstinação. A oportunidade finalmente surgiu quando foi convidado para substituir um programador que entrara em férias. Assim, não hesitou em interromper a carreira de professor de geografia para tornar-se radialista.
Mais tarde foi convidado para participar de uma bem-sucedida tentativa de reformulação da Rádio Mundial AM, que se tornaria a rádio de maior audiência entre o público jovem do Rio de Janeiro. Foi ali que iniciou sua atuação como DJ, ganhou o apelido de Big Boy e criou o estilo inconfundível que continua até hoje influenciando locutores - inclusive das modernas rádios FM, cujas programações muitas vezes ainda seguem os moldes de seus programas. Com sua voz alegre e postura informal, complementava as músicas que tocava com informações "quentes" sobre o mundo do disco, impondo uma dinâmica irresistível ao programa; tudo isso sem perder o jeito de fã dos artistas, o que o aproximava ainda mais dos ouvintes.

Big Boy também pode ser considerado o primeiro "profissional multimídia" do show business brasileiro. Programador e radialista eclético, diversificava sua atuação mantendo como elo de ligação a paixão pela música contemporânea nos seus diversos segmentos e movimentos. Além de manter dois programas diários na Rádio Mundial, Big Boy Show e Ritmos de Boite, um na Rádio Excelsior de São Paulo e um semanal especializado em Beatles, o Cavern Club, também na Mundial, atuava como programador, colunista em diversos jornais e revistas, produtor de discos e DJ dos Bailes da Pesada, onde mantinha um contato direto com o público que gostava especialmente de soul e black music, principalmente na Zona Norte do Rio de Janeiro. Em televisão, inovou ao apresentar em sua participação diária no Jornal Hoje da TV Globo, pela primeira vez, film clips com músicas de sucesso do momento. Em seu programa Papo Pop, na TV Record de SP, lançou grupos brasileiros de vanguarda. Foi também o responsável pela implantação do projeto Eldo Pop, no início das transmissões em FM no Brasil. A lendária rádio (antiga Eldorado FM), especializada em música progressiva, visava contemplar um público restrito mas altamente especializado em seu gosto musical e que encontrava ali um veículo de expressão da autêntica música de vanguarda.

Ao longo de toda sua vida profissional, Big Boy continuou ampliando sua coleção. Em diversas viagens a outros países apurou seu acervo, buscando raridades como "discos piratas" de tiragens limitadíssimas. Ao morrer havia juntado cerca de 20 mil títulos, entre LPs e compactos, na maioria importados, que abrangem diversos gêneros musicais como rock, jazz, soul music, rock progressivo, musica francesa, trilhas sonoras de filmes, orquestrais, etc. Como um todo, a discoteca Big Boy constitui-se num acervo cultural importantíssimo, pois retrata vários períodos do cenário discográfico mundial e, mais do que uma coleção, trata-se da síntese do trabalho de um profissional que ousou inovar."(Wikpédia)

Big Boy iniciou o que hoje se conhece como lançamentos de discos de DJs. Lançou os seguintes LPs "onde selecionava o repertório e gravava locuções e vinhetas que eram mixadas às faixas, recriando uma parte do repertório tocado nos Bailes da Pesada:
Baile da Pesada" (1970);
Big Baile" (1971);
Baile da Cueca" (1972);
The Big Boy Show" (1974)."(Wikpédia)
Big Boy faleceu de ataque de asma, aos trinta e três anos, no dia 7 de março de 1977.

Grande perda...
foto: sem crédito

sábado, 23 de fevereiro de 2008

LIBERAÇÃO DE MILHOS TRANSGÊNICOS DEIXA CLARA IRRESPONSABILIDADE DO GOVERNO

12 de Fevereiro de 2008

“Mesmo com oposição da Anvisa e do Ibama, Conselho de Ministros aprova liberação de milho transgênico”

“Hoje, o Conselho Nacional de Biossegurança votou pela primeira vez recursos apresentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e peloInstituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) questionando liberações comerciais aprovadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A reunião decidiu, por 7 votos a 4, pela liberação das variedades de milho Liberty Link e MON 810, cujas liberações foram solicitadas por Bayer e Monsanto, respectivamente. Ambas foram recentemente proibidas em países da Europa, como França (2008), Austria(2007) e Hungria (2006).

Votaram a favor da liberação do plantio e comercialização dos milhos transgênicos no Brasil os ministros Reinhold Stephanes, da Agricultura; Sérgio Rezende, da Ciência e Tecnologia; Celso Amorim, das Relações Exteriores; Miguel Jorge, do Desenvolvimento; Nelson Azevedo Jobim, da Defesa, Tarso Fernando Herz Genro, da Justiça e Dilma Vana Rousseff, daCasa Civil.

Votaram contra os representantes das pastas de Saúde, José Gomes Temporão; Meio Ambiente, Marina Silva; Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel e Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin.

A Anvisa e o Ibama basearam seus recursos em questões fundamentais da análise de risco de organismos transgênicos: os estudos apresentados pelas empresas quanto à toxicidade e alergenicidade foram completamente inadequados e insuficientes para garantir a segurança destes produtos para a saúde humana; não estão garantidas as condições para impedir a contaminação das variedades tradicionais ou crioulas de milho e não foram realizados estudos de impacto ambiental no Brasil.

Diante desta decisão irresponsável do governo Lula - que coloca o agronegócio acima da saúde da população, do meio ambiente e da agrobiodiversidade -, as organizações Idec, Terra de Direitos e AS-PTA, vêm a público manifestar:
· Seu profundo respeito pela postura independente e séria adotada pela Anvisa - Ministério da Saúde e pelo Ibama - Ministério do Meio Ambiente;
· Sua convicção de que o Poder Judiciário, a exemplo do que fez em tantas outras ações judiciais, fará prevalecer o respeito à Lei, suspendendo aliberação dos milhos transgênicos;
· Recomendação para que a população não consuma produtos contendo milhos transgênicos, porque a própria Anvisa reconhece que não foram avaliados adequadamente tais produtos
· Recomendação para que a população exija a fiscalização do Ministério da Justiça para que os alimentos sejam devidamente rotulados.

"Vamos continuar alertando os consumidores brasileiros sobre os riscos do milho transgênico. A Anvisa deixou bem claro que estas variedades não são seguras à saúde humana. É absurdo que as empresas de biotecnologia continuem negando-se a realizar os estudos exigidos pelas autoridades da área desaúde", afirmou Marilena Lazzarini, coordenadora- executiva do Idec.

De acordo com a Via Campesina Brasil, outra organização contrária à liberação de transgênicos no país, a atitude do Conselho é absurda, pois baseia-se em decisão de ministros que não têm competência para avaliar os impactos à saúde humana e ao meio ambiente, ao contrário da Anvisa e do Ibama, órgãos com essa capacidade e que se posicionaram contra as liberações comerciais. A entidade ainda alerta para o risco de contaminação das variedades crioulas de milho, que são patrimônio dos agricultores brasileiros.”

(Fonte:IDEC) http://www.idec.org.br/imagens/transp.gif

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ainda sobre a Ministra racista


fonte: Folha online
A Ministra Matilde Ribeiro entende que Igualdade Racial é copiar tudo de negativo que os outros (brancos) fazem, ou fizeram, como, por exemplo, beneficiar-se do dinheiro público para gastos pessoais. Ou seja, quem tanto (?) lutou para combater, quando chegou ao Poder fêz o mesmo. Belo exemplo!
Da folha online 01/02/2008

Mesmo em férias, a ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) usa o cartão corporativo para pagar despesas, informa nesta sexta-feira o "Painel" (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL) da Folha, editado interinamente por Vera Magalhães.

De acordo com o "Painel", Matilde usou o cartão corporativo para pagar despesas de R$ 2.969,01 no período de 17 de dezembro de 2007 a 1º de janeiro --quando estaria em férias.
Na véspera de Natal, por exemplo, Matilde pagou R$ 1.876,90 para uma locadora de carros. No dia 17, o primeiro das férias, ela pagou R$ 104 num bar da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo.

As despesas da ministra com o cartão corporativo somaram R$ 171 mil em 2007. Além do pagamento de uma conta em um free shop no valor de R$ 461,16, Matilde gastou mais de R$ 110 mil com aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes. No caso do free shop, a ministra disse que usou o cartão corporativo por engano e que já teria ressarcido os cofres públicos.

Ministra Racista pede demissão

A Ministra que propagou o ódio entre as raças, no país, pediu demissão depois de ser descoberta favorecendo-se do erário público para benefícios pessoais.

A Ministra Matilde Ribeiro ficou conhecida por suas frases racistas e preconceituosas, entre elas: : "Acho melhor ter brancos ressentidos, mas negros dentro das universidades do que ter branco feliz e negro fora da universidade" (publicada na revista Caros Amigos); "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco", e que " reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, é natural" (em entrevista à BBC) - então não há o que reclamar, pois que o contrário também se aplica, ou não?. Não preciso afirmar que defendo os Direitos Humanos, mas, não defendo, de forma alguma, o retrocesso e a mentira que certos membros de alguns movimentos negros querem nos impingir.

A estória da Ministra foi, amplamente, divulgada, mas, nunca é demais registrar para que não nos esqueçamos dos males que fazem com que nossa nação continue à margem do desenvlvimento humano.

Da Folha online 01/02/2008

Reportagem publicada na edição de hoje da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL) informa que o Planalto espera que a ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) tome a iniciativa de deixar o cargo para evitar um desgaste ainda maior. Ela é acusada de ter usado irregularmente o cartão corporativo do governo.

De acordo com a reportagem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou ontem a assessores estar "incomodado" com o caso e avalia que a melhor saída seria ela colocar o cargo à disposição.
Se ela não tomar essa iniciativa, o presidente Lula deve aguardar o relatório da auditoria que a CGU (Controladoria Geral da União) está fazendo nos gastos do cartão corporativo da ministra antes de tomar qualquer medida contra ela. O relatório deve ficar pronto apenas depois do Carnaval.

No entanto, a reportagem informa que Matilde tem sido estimulada por auxiliares da secretaria e integrantes de movimentos sociais a não abrir mão do cargo. Para os assessores de Matilde, a demissão dela poderia ser interpretada como um sinal de fragilidade.

Os assessores de Matilde defendem que sua permanência no governo demonstraria a "resistência de uma mulher negra diante da elite brasileira".

As despesas da ministra com o cartão corporativo somaram R$ 171 mil em 2007. Além do pagamento de uma conta em um free shop no valor de R$ 461,16, Matilde gastou mais de R$ 110 mil com aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes. No caso do free shop, a ministra disse que usou o cartão corporativo por engano e que já teria ressarcido os cofres públicos.
Leia reportagem completa na edição de hoje da Folha.

Restrições

Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Hage (Controladoria Geral da União) anunciaram ontem restrições para o uso dos cartões corporativos. As medidas foram anunciadas após a suspeita dos ministros Matilde Ribeiro, Orlando Silva (Esporte) e Altemir Gregolin (Pesca) terem usado irregularmente o cartão de crédito corporativo.

Entre as medidas anunciadas está a proibição de saques em dinheiro para pagamento de despesas cobertas pelo cartão, com exceção dos "órgãos essenciais" da Presidência da República, vice-presidência, e ministérios da Saúde e Fazenda, Polícia Federal e escritórios do Ministério das Relações Exteriores fora do país. Despesas de caráter sigiloso também não foram incluídas na proibição.

As novas regras prevêem também que ministros poderão autorizar o saque de 30% do limite, o que precisará ser justificado.

Os gastos com o cartão corporativo somaram R$ 75,6 milhões em 2007 --mais que o dobro que no ano anterior (R$ 33 milhões). Do montante gasto por ministros e servidores com o cartão, mais da metade (R$ 45 milhões) foi sacada em dinheiro. "A idéia é reduzir ao mínimo os saques. Mas como não é fácil mudar os hábitos, não conseguimos até agora transformar o saque em exceção", disse Hage. O cartão também não poderá ser usado para pagamento de passagens e diárias de servidores. E, em 60 dias, o governo federal vai encerrar todas as contas correntes abertas em nome de servidores --usadas para pagamento de despesas de baixo valor

Gastos sob suspeita

No caso de Gregolin, a fatura do cartão do ministro registra o pagamento de uma conta de R$ 512,60 de um almoço com uma comitiva chinesa em uma churrascaria de Brasília.

Já Orlando Silva teria usado o cartão corporativo para pagar o consumo de R$ 8,30 em uma tapiocaria de Brasília, o que contraria as normas, já que, na capital federal, o cartão deve ser usado apenas para despesas emergenciais.

Também chamou a atenção uma conta de R$ 468 em um restaurante de São Paulo. Além disso, no mesmo dia, o ministro usou o cartão duas vezes --pagou a despesa de R$ 198 em uma churrascaria e de R$ 217 em outro restaurante.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Martin Luther King

"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: 'Nós acreditamos que esta verdade seja evidente, que todos os homens são criados iguais.' ... Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter." (I have a dream - 1965).


"Temos de enfrentar dificuldades, mas isso não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não importa. Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor". (discurso em Memphis - suas últimas palavras em público).

Se estivesse vivo, Luther King teria completado, no dia 15 de janeiro, 79 anos.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Vamos aprender com a história 1 - não somos um país negro

O mundo assistiu, perplexo, à morte de Benazir Bhutto, ex-primeira ministra do Paquistão que foi morta, não se sabe por quem, mas, tem-se um sem número de suspeitos. Mas, entre todos os suspeitos, há uma coisa comum - o ódio religioso.

Há algum tempo estamos querendo escrever sobre mais um aspecto da cidadania - a nossa origem, quem somos e o que queremos como Nação. Isto é o que a cidadania busca - o bem-comum de todos.

Agora vamos falar de um aspecto muito polêmico de nossa cidadania - de quem somos - que, atualmente, vem se transformando numa guerra - não mais velada - entre algumas etnias que compõem a formação étnica brasileira. Falamos expressamente - para não pairar qualquer dúvida - de alguns movimentos negros de nosso país.

Que há racismo no Brasil não se discute. Que os negros devem ocupar um lugar mais digno na sociedade não se discute etc. e tal.

O que se discute é o meio pelo qual certos movimentos pretendem elevar a condição dos negros no país e este meio vem sendo utilizado através da manipulação de dados estatísticos, fazendo crer uma realidade que não existe.

Não somos um país negro - como querem fazer crer.

Somos um país miscigenado entre índios - que TODOS SE ESQUECEM - europeus, negros e asiáticos. Portanto, não somos negros - somos pardos e qualquer outra coisa que queiram, menos negros. Isto seria reduzir, e em muito, a riqueza de nossa formação étnica e cultural - o que nos torna uma país muito rico.

Como diz nossa amiga Nazaré, matamos a cobra e mostramos o pau. Então, vamos às estatísticas do IBGE (que até o momento serviram de base para tudo e não foram questionadas em sua similitude com a verdade).

Dados da PNAD de 2006 revelam que:
Somos um total de 184.388.620 habitantes, dos quais
49,9% são brancos;
6,3% são negros;
43,2% são pardos e
0,7% são amarelos e indígenas.

Portanto, NÃO SOMOS UM PAÍS NEGRO COMO QUEREM FAZER CRER. SOMOS UM PAÍS MISCIGENADO E DEVEMOS NOS ORGULHAR DISTO.

Em relação ao número de anos de estudo, a mesma pesquisa revelou que AS PESSOAS COM 15 ANOS OU MAIS SÃO ASSIM REPRESENTADAS:

total de brasileiros têm em média 7,0 anos de estudo, dentre os quais temos

brancos = 7,9;
negros = 6,2;
pardos = 6,0.

Destacamos apenas estes dois dados para mostrar que não podemos construir uma cidadania e, consequentemente, iniciar políticas públicas, baseadas em dados que diferem da realidade. Encontramos os pardos - que são a mistura de tudo o que temos aqui em nosso país e não apenas a mistura de negros e brancos, como querem alguns - os mais necessitados e mais desfavorecidos em nossa sociedade, ao contrário dos negros como dizem e querem fazer crer à população.

Portanto, o que queremos, neste blog e em toda a nossa sociedade, é o desenvolvimento do país e de todos os que o compõem. Queremos a nossa identidade como ela é - miscigenada. Isto é o que nos faz ricos.

Assim sendo, não vamos cair nas esparrelas de estatísticas apontadas por certos grupos que somam os negros e os pardos para favorecer apenas a alguns e abandonar os pardos, que não são negros, são a mistura, reiterando. O mais grave é que as estatísticas misturam negros e pardos em todos os demais itens como nível de ensino (médio etc.) e ignoram os índios e os amarelos. Assim, temos números desconexos da realidade, mas, houve um mínimo de critério para não deixar de conhecer a nossa realidade e na totalização da população podemos extrair o percentual de negros e pardos, e aí temos que os pardos são em número muito maior do que os negros - destacamos que esta PNAD já foi realizada a partir da auto-identificação.

Portanto, vamos aprender com a história e não vamos criar em nosso país um ódio racial que nada constrói.

domingo, 16 de dezembro de 2007

100 anos de Oscar Niemeyer

O arquiteto Oscar Niemeyer, que completou cem anos neste sábado (15), é um apaixonado pelo Brasil. Conhecido por projetar obras de concreto armado, criou prédios que poderiam ser considerados esculturas, entre eles, os prédios da capital federal, Brasília.
Niemeyer é um apaixonado pelo trabalho e desenhar é a sua vida, de acordo com parentes e amigos próximos. As curvas das montanhas brasileiras e das ondas do mar são imagens que o inspiram. Certa vez, ele disse:"Se a reta é o caminho mais curto entre dois pontos, a curva é o que faz o concreto buscar o infinito”.

Ainda jovem, Niemeyer foi discípulo do arquiteto francês Le Corbusier, um dos mais importantes do ramo. Seu talento impressionou o mestre e, anos mais tarde, Niemeyer ganhou o mundo com projetos ousados e revolucionários. Itália, França, Argélia e até a Organização das Nações Unidas (ONU) conheceram os traços desse brasileiro.Suas idéias revolucionaram a arquitetura e ainda hoje geram polêmica. Segundo Niemeyer, a arquitetura não tem que ser funcional, mas bela. E assim ele fez.“Faço arquitetura que me agrada, uma arquitetura ligada às minhas raízes e ao meu país”, disse Niemeyer no livro de frases “Traço, palavra, forma”.

Ele começou a fazer nome em Minas Gerais. Projetou igrejas, prédios, escolas. Essa primeira série de obras começou a dar uma cara mais urbana e moderna ao Brasil e marcou, também, sua parceria com o amigo e então governador Juscelino Kubistchek.

A amizade se concretizou numa cidade inteira: Brasília. Com traços ousados, o filho do modernismo que adotou o concreto armado para criar a capital do país, criou o Itamaraty, o Alvorada, o Congresso, a Catedral, a Praça dos Três Poderes, entre outros prédios e monumentos. E fez história.

Congresso Nacional -Brasília - Brasil
“Nós começávamos a imaginar quando é que Brasília iria surgir. De repente, aparecia uma mancha azul no horizonte. Ela ia crescendo. Depois apareciam os contornos e começávamos a dizer: ali é o Teatro, lá é o Congresso, a Torre. Brasília surgia como num passe de mágica, um milagre”, contou.

Comunismo

O reconhecimento mundial, no entanto, não fez Niemeyer ficar deslumbrado. Conhecido pela sua simplicidade, nem mesmo os anos 60 e a ditadura militar fizeram com que ele desistisse de suas convicções comunistas. Até hoje ele gosta de falar sobre o assunto.

A generosidade é outra característica do arquiteto. Numa ocasião, ao descobrir que o líder comunista Luis Carlos Prestes não tinha onde morar, comprou um apartamento para ele e cedeu seu próprio escritório para o amigo trabalhar. Com tudo dentro. É o jeito Niemeyer de ser: trabalhar para ganhar dinheiro e compartilhar tudo com amigos e familiares.

Museu Oscar Niemeyer
Apesar de tanto sucesso - recebeu todos os prêmios imagináveis, incluindo o prestigioso Pritzker em 1998 e a Ordem do Mérito Cultural este ano - Oscar Niemeyer é um homem modesto. Para os íntimos, ele confessa que não consegue entender a razão de tanta reverência. “Trabalhei muito, fiz meu trabalho na prancheta, como um homem comum...”, insiste.

Atualmente, o arquiteto se dedica integralmente ao projeto de um Centro Cultural na Espanha e vistoria as obras do caminho Niemeyer, em Niterói, região metropolitana do Rio. Depois ele pretende trabalhar no projeto de um outro centro cultural. Desta vez, no Chile.

Outras paixões

Mas não é somente a arquitetura que chama a atenção de Oscar. Futebol, mais especificamente o Fluminense, é tema de debates calorosos entre ele e seus amigos nos finais de tarde do seu escritório em Copacabana, na Zona Sul. O arquiteto chegou a jogar no time juvenil do clube de Laranjeiras.A paixão do arquiteto pelas curvas é outro assunto que ele gosta de falar. Principalmente sobre seu sentimento e admiração pelas formas femininas. “Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos sentidos, nas nuvens do céu. No corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo”, explica o mestre.

Catedral de Brasília - Brasil

fonte: gazeta do povo
fotos: sem crédito

sábado, 8 de dezembro de 2007

27 anos sem John Lennon



"If someone thinks that love and peace is a cliché that must have been left behind in the Sixties, that's his problem. Love and peace are eternal". John Lennon
fotos: sem crédito

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Heloneida Studart - uma grande perda

Heloneida e seu filho

O Brasil perdeu, ontem, uma das grandes mulheres que já existiram em nossa história. Heloneida Studart era jornalista, escritora, feminista histórica e deputada estadual.
Teve uma grande atuação no processo de re-democratização do país, tendo sido, inclusive presa no período da Ditadura Militar.
Na luta pela igualdade de direitos e justiça social, Heloneida notabilizou-se, entre outras coisas, ao escrever o livro "Mulher, objeto de cama e mesa", que vendeu 280 mil cópias e está na 27ª edição, tornando-se leitura obrigatória para todos que quisessem se aventurar por entender a condição feminina, no Brasil, nos anos 80.
Heloneida foi uma das fundadoras do Centro da Mulher Brasileira, primeira organização feminista no país, depois da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, fundada por Bertha Lutz, em 1922. Fundou, também, nos anos 80, o Centro Estadual de Direitos da Mulher, junto com outras mulheres integrantes do movimento feminista dos anos 70.
O espírito público de Heloneida foi reconhecido por muitos no Brasil e no exterior. Foi escolhida como uma das 100 mulheres mais importantes do século XX, no livro Mulheres brasileiras e foi uma das 52 brasileiras, entre as 1000 mulheres indicadas para receber o Prêmio Nobel da Paz.
O Brasil perdeu uma grande brasileira.