sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson morre aos 50 anos

A música perde um dos seus icones



Michael Jackson foi responsável pela transformação da música pop. Seus ritmos, sua batida, suas letras marcaram gerações desde os anos 60 do século XX. O mundo perde uma personalidade controversa, com muitos defeitos, que cometeu muitos erros, mas, que no fundo, queria apenas cantar e dançar.


Michael Jackson morre na sequência de uma paragem cardio-respiratória
Equipas médicas realizaram massagens de reanimação sem êxito
Data: 25-06-2009
O cantor pop, Michael Jackson, morreu hoje na sequência de uma paragem cardio-respiratória. A estrela internacional de 50 anos faleceu em casa, em Los Angeles. A CNN refere que os serviços de urgência receberam uma chamada às 12h21 de quinta-feira (hora dos EUA). De acordo com o Los Angeles Times, as equipas médicas realizaram manobras de reanimação cardio-respiratória, mas sem qualquer êxito. O rei da pop tinha em agenda uma torneé em Inglaterra. O arranque da série de 50 espectáculos havia sido adiada por alegadas questões logísticas. Contudo, estas alterações suscitaram questões quanto ao estado de saúde do cantor. De acordo com a revista norte-americana 'Billboard', os ingressos colocados à venda em Londres esgotaram em apenas cinco horas. Ao todo, a torneé poderia render 50 milhões de dólares.
AFS

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Vazamento de material radioativo em Angra 2

Do G1

"Eletronuclear informou que seis funcionários foram examinados.
Apenas 3 deles teriam sido contaminados; acidente seria "insignificante".

Reator Nuclear de Angra 2

"A Eletronuclear comunicou nesta terça-feira (26) um vazamento de material radioativo na usina nuclear de Angra 2, no dia 15 de maio. Segundo a empresa, seis funcionários foram monitorados e nenhum apresentou níveis de contaminação "acima das normas reguladoras". Dos seis, três teriam sido contaminados sem gravidade.

O comunicado da empresa divulgado às 18h42 desta terça-feira (26) diz: "Os seis trabalhadores que estavam próximos à sala foram minuciosamente monitorados e verificou-se que o nível de radiação a que se submeteram foi muito abaixo dos limites estabelecidos nos procedimentos da empresa e nas normas reguladoras".
A assessoria de imprensa da Eletronuclear reiterou que, dos seis funcionários que estavam próximo ao que chamou de "evento não usual", três foram contaminados.

Anteriormente, a Eletronuclear informara que três funcionários haviam sido contaminados, enquanto o Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN) anunciou que quatro pessoas teriam sido atingidas pelo vazamento.

Segundo a Eletronuclear, os contaminados foram examinados e passaram por um processo de descontaminação, ainda que o material não oferecesse risco à saúde.

Angra 2

A Eletronuclear garantiu também que o vazamento foi insignificante e que a prefeitura de Angra dos Reis, a Comissão Nacional de Energia Nuclear e o Ministério de Minas e Energia foram avisados.

Segundo a empresa, uma peça contaminada era raspada para a retirada de material radioativo. Este trabalho seria um processo rotineiro. Um funcionário não desconectou o sistema de ventilação para evitar que as partículas raspadas se espalhassem pela usina. As partículas acionaram o alarme de Angra 2.

De acordo com a Eletronuclear, o evento foi classificado como nível 1. Isso significa que ele teve pequenas proporções e que não há necessidade de ações reparadoras. São tomadas apenas medidas preventivas para evitar que incidentes similares ocorram novamente.

A Eletronuclear informou que os funcionários foram levados para Mambucaia, onde foram examinados e passaram por descontaminação.

Prefeitura diz que não há contaminados
A Prefeitura de Angra dos Reis informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o acidente foi considerado como evento não-usual – sem danos ao meio ambiente ou à saúde das pessoas. A assessoria afirmou, ainda, que a Defesa Civil do município foi acionada no mesmo dia, e que não há registros de funcionários contaminados.

Nota oficial da Eletronuclear

Esta é a nota divulgada pela Eletronuclear:

"Às 16h15 de 15.05.2009, em função da ocorrência de alarme de radiação na ventilação da usina, foi deflagrado preventivamente Evento Não Usual em Angra 2. O alarme foi normalizado imediatamente após sua ocorrência.

O alarme atuou devido à falha no procedimento da descontaminação de um equipamento que causou a liberação de material radiativo na sala onde o trabalho estava sendo executado. Os seis trabalhadores que estavam próximos à sala foram minuciosamente monitorados e verificou-se que o nível de radiação a que se submeteram foi muito abaixo dos limites estabelecidos nos procedimentos da empresa e nas normas reguladoras.

Análises e verificações dos monitores de radiação também indicaram que as liberações pela ventilação estiveram dentro da normalidade durante todo o tempo.

O evento foi comunicado à Comissão Nacional de Energia Nuclear e à Prefeitura de Angra dos Reis.

Após avaliação das condições radiológicas da usina e conseqüências do evento, constatou-se que não houve impacto para o meio ambiente, para os trabalhadores da usina e para o público em geral. O Evento Não Usual foi encerrado às 18hs15 do mesmo dia".

Praia Brava e a Usina ao fundo




Fonte: sítio G1
Crédito fotos: Reator Nuclear - Marcelo Sayão - banco de imagens Agência Globo
Angra 2: CNEN
Praia Brava e Usina ao fundo - google earth

sábado, 2 de maio de 2009

Vamos manter e preservar as calçadas de pedras portuguesas

Campanha pela manutenção do calçamento com pedras portuguesas no Rio de Janeiro

Com imenso espanto e indignação li a reportagem feita por Jaqueline Costa, Luiz Ernesto Magalhães e Selma Schimidt sobre as pedras portuguesas na cidade do Rio de Janeiro, publicada na edição do dia 27 de abril de 2009, do Jornal O Globo. Manda a ética jornalista, sempe ouvir os dois lados do tema que se aborda - no caso as pedras portuguesas. A reportagem não colocou os casos exemplares de Lisboa e outras cidades como Belo Horizonte e Araras (em São Paulo), onde as pedras portuguesas são colocadas e não causam problemas à população, pois são bem conservadas.

As grandes nações do mundo chegaram a este estágio porque, entre outros fatores, mantiveram as suas tradições. Um povo é feito de tradições que fazem a sua História e é isto que falta ao Brasil, valorizar e manter as suas tradições.

Temos complexo de subdesenvolvido e por isso queremos sempre imitar àqueles países do primeiro mundo que, ao contrário de nós, preservam as suas tradições e que têm uma história, uma colonização, diferente da nossa. Trazer como exemplo Nova Iorque e Londres mostra, exatamente, esse complexo e essa mania de copiar o que os outros têm e nada dizem respeito à nossa tradição. Fomos colonizados pelos portugueses que deixaram aqui uma bela tradição de calçamento representada pelas pedras portuguesas.

Além de embelezar com seus mosaicos, as pedras portuguesas clareiam as ruas, refletem o sol e a iluminação noturna, fazendo o simples ato de caminhar pelas calçadas mais agradável. Nova Iorque, com seu calçamento de cimento, é escura e soturna.

As obras do Rio Cidade do exprefeito César Maia mostram que o calçamento com tijolos e cimento também são ineficazes, porque com a ação do calor e das chuvas, principalmente o cimento, se quebra e afunda, deixando buracos nas calçadas. Portanto, não se trata de substituir o calçamento por este ou aquele material e sim exigir que seja feita uma manutenção constante e adequada, com profissionais qualificados e caprichosos. Não raro se vê a lambança que é feita misturando cores de pedras portuguesas num remendo desleixado e descomprimissado com o cuidado da coisa pública feito, inclusive, por concessionárias de serviço píbllico que realizam obras e não refazem o calçamento de forma adequada, alguns colocam, inclusive, cimento no lugar das pedras.

Pedras portuguesas colocadas com desleixo


Calçada de cimento

Calçada de tijolos

Calçada de granito

Ao contrário de se iniciar uma campanha, subliminar, para acabar com as pedras portuguesas, o que se deve fazer é uma campanha para que a Prefeitura capacite funcionários e mantenha constantemente as calçadas, além de cobrar dos prédios e estabelecimentos comerciais que mantenham - o que, aliás, já é lei. O dinheiro que se gasta através do superfaturamento de obras, como suspeita-se, por exemplo, no caso da Cidade da Música, pode muito bem ser gasto com a manutenção de uma tradição da cidade do Rio de Janeiro e que é um de seus grandes atrativos. O argumento de que tal calçamento é prejudicial aos idosos não procede. Por acaso não existem idosos, cadeirantes etc. em Lisboa?

Calçada de Pedra Portuguesa em Belo Horizonte

Reparem na foto acima, na parte embaixo à direita que até o decilive para a garagem foi bem feito.

Calçada Pedra Portuguesa em Lisboa


Calçada Pedra Portuguesa em Lisboa

É inadmissível que ao contrário de se cobrar das autoridades a sua responsabilidade no cuidado

Calçada Pedra Portuguesa em Lisboa


com a coisa pública, de se exigir e educar ao cidadão para que conserve as calçadas com capricho e não com remendos mal feitos, se decida por eliminar algo tão bonito. Qualquer que seja o material, ele sofrerá desgaste com o tempo e necessitará de uma manutenção. Portanto, o que está em discussão é a manutenção e não o tipo de calçamento.

Trata-se de preservar nosso Patrimônio Ambiental Cultural e Artificial, conforme prescrito na Constituição Federal. Um bom começo é iniciar uma campanha de educação ambiental para conscientizar a população da importância de se preservar e manter a cidade, inclusive no que diz respeito à sujeira que é jogada nas ruas.

Um remendo desleixado, como mostra a primeira foto, é uma demonstração clara de falta de educação, de cidadania e de cuidado com a coisa pública que pertence a todos e deve ser preservada para as futuras gerações.

Calçada em Pedra Portuguesa e bondinho

Vejam estas fotos de Lisboa (acima e abaixo), além do calçamento em pedras portuguesas ainda se mantêm o bondinho, que não está em más condições como o nosso de Santa Teresa.

Calçada de pedras portuguesas e bondinho

créditos das fotos
Foto 1: O Globo Enviado por Bianca Marotta - 14.1.2008 - 10h06min
Foto 2: Calçada de cimento: Enviada pelo leitor Leo H. para o eu repórter em 24.04.2009
Foto3: Calçada de tijolos 014009 fotosearch.com.br
Foto 4: Calçada de granito: Foto DSC06745-2 - Blog do Roberto Moraes
Foto 5: Calçada pedra portuguesa Belo Horizonte: Bruno bhz
Fotos 6, 7 e 8 : Calçadas Lisboa - Arnaldo Interata
Foto 9: Calçada pedra portuguesa e bondinho: euroresidentes
Foto 10: Calçada de pedras e bondinho - viajeaqui.abril.combr

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Paes diz que vai vetar projeto que premia quem vive em área irregular

"Bolsa-Floresta foi aprovado por 25 a 1 na Câmara dos Vereadores.
Proposta da vereadora Lucinha (PSDB) não define o valor do benefício.
Cláudia Loureiro do G1, no Rio

O prefeito Eduardo Paes informou, por meio de sua assessoria, que vai vetar o projeto de lei que prevê auxílio financeiro a moradores de favelas em áreas de risco ou de preservação ambiental. A matéria sobre a aprovação do projeto pela Câmara dos Vereadores, que teve 25 votos a um, conforme mostrou o jornal "O Globo" nesta quarta-feira (15). O único voto contra a iniciativa foi dado pelo líder do governo na Câmara, Adilson Pires (PT).

O projeto 1742/2008 , apelidado de Bolsa-Floresta, é de autoria da vereadora Lucinha (PSDB) e premia quem vive em regiões irregulares na cidade, previstas na Lei Orgânica do Município.

A ideia básica é cadastrar as famílias que vivem em áreas de risco ou de preservação ambiental para receberem mensalmente um valor em dinheiro para não prejudicar o ecossistema desse local. A proposta, no entanto, não define de quanto seria esse benefício.

Uma das fontes de recursos para o pagamento do benefício seria o Fundo municipal de Conservação Ambiental (Fecam), que vem sendo usado em projetos de recuperação e restauração ambiental.

Procurado pelo G1, o chefe de gabinete da vereadora não foi encontrado para comentar o assunto."

crédito Photo: Alterdestiny. fonte: blog Semester in the South


É impressionante como nossos políticos são extremamente individualistas e insensíveis. Qualquer passeio pela cidade basta para mostrar a total degradação ambiental e de qualidade de vida da antes conhecida como "Cidade Maravilhosa".

Na Avenida Brasil, na Linha Amarela, na Linha Vermelha e em muitas encostas da Zona Sul da cidade, o que se observa é um crescimento acelerado e absurdo das ocupações irregulares, das favelas, aumentando, cada vez mais, os danos ambientais na cidade.

Esta política perpetrada, ao londo dos anos pelos governos da cidade do Rio de Janeiro, de fechar os olhos para o crescimento e surgimento de favelas, pois representam votos, significa o empobrecimento da população e o enriquecimento de alguns membros das próprias favelas, que ocupam as terras públicas e depois vendem ou alugam os barracos para aqueles que se iludem vindo do Nordeste para o Rio de Janeiro.

As perguntas que não querem calar são: Onde está o dinheiro da SUDENE? O que foi feito em prol das populações menos favorecidas do Nordeste? Onde foram feitas as irrigações?

Pagar para não degradar significa o mesmo que pedir para invadir e viver sem necessidade de trabalhar, pois ganham dinheiro do Estado para isto. Uma população deseducada, sem escolas, analfabeta funcional, que incorporou o "jeitonho", o "favor", a "Lei de Gerson" - "quero levar vantagem em tudo" - dificilmente terá a consciência da preservação ambiental. Isto é óbvio, pois se tivessem esta consicência não teriam invadido área de preservação permanente.

Há que se parar com esta pseudoproteção aos Direitos Humanos, pois, quem realmente defende os Direitos Humanos jamais pode concordar com a vida em favelas, pois em nada preservam a dignidade da pessoa humana. Onde existe dignidade se não há infraestrutura, se não há água encanada, se não há rede de esgotos, se não há fornecimento de energia?

O favela-bairro só urbanizou as casas que ficam próximas ao asfalto, pois muitas ficam sobre rochas e é impossível realizar qualquer obra de infraestruturas, visto que para passar uma tubulação tem que dinamitar a rocha e, consequentemente, a casa sobre a rocha vai para os ares...

Portanto, vamos parar com esta balela de que não pode haver remoção pois seria o mesmo que criar guetos. E o que são as favelas hoje? Não são guetos onde só nelas entram aqueles que lá moram? Não são guetos ondse os próprios moradores tem o seu direito à liberdade violado pelos chamados "donos do morro"/traficantes/milicianos?

Nossos políticos tem que se preocupar em construir casas populares para a população comprar com financiamento, como qualquer um e garantir a segurança da população e não beneficiar quem age contra a lei.


Favelas, or slums, cling to the hillsides of Rio

crédito foto: sítio about.com South America Travel. Photo displayed with the kind permission of Peter and Jackie Main

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Construtora de Manaus quer construir em área de floresta amazônica nativa

Prezados,

Sou advogado inscrito no Rio de Janeiro e atualmente resido e trabalho em Manaus, AM. Em 11.07.08, ajuízei ação popular em face de uma construtora local (CONSTRUTORA ALIANÇA LTDA.), uma incorporadora paulista (PATRI ONZE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA.), MUNICÍPIO DE MANAUS e a então Secretária Municipal de Meio Ambiente, LUCIANA VALENTE. A medida judicial foi distribuída à Vara Especializada de Meio Ambiente e Questões Agrárias da Comarca de Manaus - AM, sob o número 001.08.227106-3 (para conferir, procurar no site do Tribunal de Justiça do Estado - www.tjam.jus.br).

Por conta da ação citada, foi paralisado, por mais de 30 dias, o maior empreendimento imobiliário de Manaus, composto de 11 prédios com 17 andares cada e avaliado em mais de R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais). A ação questiona o licenciamento ambiental da área, em que se localiza relevante fragmento de floresta nativa amazônica assim identificada pelo INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

Recentemente, eu e minha namorada, Marly Lins de Albuquerque, estamos sendo objeto de ameaças de morte. Tal fato foi informado às autoridades governamentais competentes. Entendo, contudo, que isso não é suficiente, já que, muitas vezes, as autoridades públicas, infelizmente, não são dotadas da isenção necessária para conduzir esses assuntos aqui no Estado do Amazonas.

Considerando a reputação de que goza a ONG Justiça Global e tendo em vista a necessidade de levar esse assunto ao maior número possível de pessoas, para a eventualidade de acontecer alguma coisa comigo e/ou minha namorada e família, peço o apoio de vcs na divulgação do fato, na identificação de outras ONGs que possam me ajudar bem como no registro dessas informações. Caso aconteça alguma coisa, vcs também estarão sendo testemunhas do ocorrido. Envio esta mensagem com cópia para diversas pessoas, para que também sejam testemunhas do fato, sem prejuízo da posterior remessa para outros amigos. Agradeço pelo inestimável apoio e atenção.

Um abraço,
IGOR MUNIZ

domingo, 25 de janeiro de 2009

Aniversário de São Paulo

PARABÉNS SÃO PAULO!



Sampa
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa


fotos: sem crédito

sábado, 10 de janeiro de 2009

Bolívia se sobrepõe ao Brasil - o gás


O Governo Brasileiro anunciou, hoje, que deixaria de importar o gás da Bolívia em razão das chuvas, que encheram os reservatórios das usinas hidroelétricas, obrigando a uma descontinuidade das usinas termoelétricas.

SURPREENDENTEMENTE, o Governo brasileiro voltou atrás, após reunião com representantes do Governo Boliviano, e para a surpresa de todos, anunciou que continuará a comprar o gás proveniente da Bolívia. De acordo com os representantes do Governo Boliviano, a compra de gpas será, ainda, aumentada.

Nada a surpreender, tendo em vista que o Governo de Evo Morales já se apropriou da Petrobrás - e até agora nada pagou ao Brasil pelos investimentos da empresa em território boliviano.

De acordo com o sítio Globo.com:

"Governo recua sobre redução de importação de gás da Bolívia

Ministro se reuniu com ministros bolivianos por três horas.
Lobão nega que Brasil esteja fazendo favor ao vizinho.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (9) para informar que o governo brasileiro recuou da decisão tomada pela manhã de reduzir a importação diária de gás da Bolívia de 30 milhões de metros cúbicos para 19 milhões de metros cúbicos. Depois de se reunir por aproximadamente três horas com ministros da Bolívia, Lobão afirmou que o Brasil não estava fazendo um favor para os bolivianos.

Segundo ele, o fim das férias coletivas em algumas indústrias e a necessidade de funcionamento de duas termelétricas a gás baseou a decisão de recuar da decisão anunciada na manhã desta sexta-feira, após a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Energético (CMSE).

Mais cedo, o CMSE decidiu desligar todas as térmicas movidas a gás natural, exceto as usinas Norte Fluminense 1 e 2. Porém, depois da reunião com os bolivianos, o ministro disse que as térmicas de Araucária e Canoas também seriam mantidas em funcionamento. Segundo Lobão, essas duas térmicas devem consumir entre 3 e 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Essa demanda, somada ao aumento do consumo industrial, deve manter a importação de gás da Bolívia entre 24 e 25 milhões de metros cúbicos de gás natural boliviano até abril.

“Os bolivianos vieram demonstrar dificuldades deles com a importação menor do Brasil, queixaram-se de que não foram avisados previamente da redução e foram dadas explicações a eles. Foi dito a eles que tudo está rigorosamente dentro do contrato. Havia o incomodo financeiro e econômico que eles estavam manifestando. Não está sendo feito nenhum favor a Bolívia”, contou Lobão.

Decisão técnica

Ele insistiu várias vezes durante a entrevista que a decisão tomada durante a reunião com os bolivianos foi técnica e não política - e se irritou quando foi questionado sobre o recuo.

O ministro de Planejamento do Desenvolvimento da Bolívia, Carlos Villegas, disse ao sair da reunião que o Brasil aceitou importar mais do que os 19 milhões de metros cúbicos de gás anunciados pelo ministro Lobão nesta sexta-feira. “Chegamos a um acordo e o Brasil aceitou aumentar significativamente a importação de gás da Bolívia”, disse rapidamente ao sair do ministério.

Participaram da reunião também o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, o secretário-executivo do Ministério de Relações Exteriores, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, e o assessor especial da presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia."

QUEM DIRIA QUE O PAÍS LÍDER NA AMÉRICA DO SUL SE VERIA SUBMISSO A QUALQUER GOVERNO. RESTA A SABER O QUE EVO MORALES E HUGO CHAVES TÊM NA MANGA PARA CHANTAGEAR LULA DO JEITO QUE VÊM CHANTAGEANDO...

E VIVA O POVO BRASILEIRO!

A foto diz tudo! (Pensamento: eu devia ter ficado calado).

foto: Agência Brasil / Elza Fiuza

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ministro da Agricultura quer liberar o desmatamento - isto é muito sério e grave

Marina Silva: *MAU SENSO*

EM 2001, quando o Congresso Nacional estava para alterar o Código Florestal, reduzindo a reserva legal (área de proibição de desmate em cada propriedade rural) na Amazônia, 287 entidades da sociedade civil lançaram na internet a campanha SOS Florestas, para pressionar contra a medida.

O provedor do Senado Federal entrou em colapso: num único final de semana, meu endereço eletrônico recebeu 35 mil mensagens.

O mesmo aconteceu com todos os deputados e senadores. Outra avalanche de e-mails chegou ao Palácio do Planalto. Na comissão, os ruralistas ganharam por 13 a 2 (Fernando Gabeira e eu), porém, antes da votação final em plenário, a pressão foi vitoriosa. O presidente Fernando Henrique, respaldado pela sociedade, retirou o projeto que continha a proposta.

Agora, tenta-se uma espécie de "liberou geral", na contramão do combate ao desmatamento.

Proposta apresentada pelo ministro da Agricultura quer reduzir a reserva legal na Amazônia, anistiar desmatadores de áreas de preservação permanente - como topos de morros, encostas e margens de rios - e transformar o zoneamento ecológico-econômico obrigatório em mera peça de "orientação". Também dispensa transgressores de recuperar áreas degradadas e os habilita a receber financiamentos hoje vedados na Amazônia.

Não bastasse, o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) propõe regularização fundiária dissociada do zoneamento e com alto risco de legalizar terras públicas griladas.

Não sobrou nem o bom senso. O mundo enfrenta mudanças climáticas severas; entre nós, Santa Catarina tenta emergir de um desastre provocado, em grande medida, pela imprevidência ambiental, mas o mau senso quer premiar a ilegalidade. É total a contradição com planos do governo (mudanças climáticas, combate ao desmatamento, Amazônia sustentável) e com o discurso do Brasil na Conferência de Mudança do Clima, no qual acertadamente assume metas de redução do desmatamento.

ONGs que participavam de grupo de trabalho informal com os ministérios da agricultura, do Meio Ambiente e a Frente Parlamentar Ruralista comunicaram a decisão de deixar as discussões. Vêem a proposta do ministro como bomba-relógio para novos casos como o de SC, ao incentivar, na prática, a ocupação de áreas de risco.

O que fazer? A sociedade brasileira não pode permitir tal retrocesso. De várias normas, ela já demonstrou ser sensível à proteção ambiental. Um exemplo são os 41 milhões de protestos contra desmatamentos e queimadas na Amazônia no site Globo Amazônia em apenas três meses de funcionamento. Que essa força se mostre, porque o momento é grave.

contatomarinasilva@ uol.com.br

Folha de S. Paulo, segunda-feira, 08 de dezembro de 2008, p.2
MARINA SILVA escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O outro lado do drama das águas em Santa Catarina


Curiosamente e não por acaso, o estado que mais sofre com efeitos climáticos no Brasil, é o mesmo em que o governo local tenta flexibilizar regras ambientais que impedem mais destruição da mata que concentra em seu território. Sua capital, também castigada por chuvas intermitentes há quase 90 dias, até sediou uma conferência internacional dedicada a energias limpas, a ECO POWER.

Santa Catarina tem sofrido com fenômenos naturais há anos, secas permeadas por furacões (contemporâneos dos dramas de Nova Orleans nos EUA) e enchentes. Lá seu governo arma um circo para dar legalidade a um CRIME AMBIENTAL que poderá se espalhar pelo país, fruto da ganância e do forte lobby político de empresários, para – através da criação de códigos ambientais estaduais – eliminar regras federais que limitam a devastação.

De 10 a 19 de novembro, por pressão de um governador que corre o risco de ter seu mandato cassado por abuso do poder econômico, a Assembléia Legislativa realizou audiências públicas para forjar o processo que pretende acabar com o Código Florestal Brasileiro, incluindo concessões a indústrias poluidoras que não querem dar tratamento correto aos resíduos que gera.

Entidades representativas do agronegócio se unem a setores da indústria de bens de consumo pela flexibilização de regras que limitam a ação degradadora do agronegócio e poluidora de fundições, introduzindo na proposta catarinense, até o reuso de resíduos tóxicos.

Mais curioso é que esse movimento ocorria ao mesmo tempo em que o Governo Lula sancionava a lei da mata atlântica, convocando pela mídia prefeituras e estados a implementar políticas de sustentabilidade ambiental. Pode parecer paradoxal, mas embora o discurso do governo seja um, sua prática tem sido outra e há suspeitas de que por trás da iniciativa catarinense, esteja o aval da Casa Civil do Planalto.

Há mais de um ano a DEFENSORIA DA AGUA (criada como GESTO CONCRETO NACIONAL da Campanha da Fraternidade 2004 com apoio da CNBB) denuncia o estado brasileiro por desrespeito aos tratados internacionais que exigem regras mais restritivas nessa área. O projeto catarinense, por ser inconstitucional, pode até ser barrado na justiça, mas servirá para criar um clima favorável à alteração das regras e ao sepultamento de diversas normas, em especial, contidas no código florestal, isso interessa ao Governo Lula que vem facilitando ao máximo o que pode favorecer o "desenvolvimento a qualquer custo".

E pensar que o absurdo projeto resultou da manipulação de recursos internacionais que deveriam ter sido investidos exatamente para ajudar o estado a criar regras para a preservação da mata atlântica ainda preserváveis, uma pequena mostra do que se faz sem controle social sobre a aplicação de recursos externos no país.

Quando o KFW (agência alemã de financiamento e cooperação) descobrir que o dinheiro emprestado a SC serviu a propósito tão nefasto, certamente a imagem do país ficará ainda pior e a dupla LULA/Luiz Henrique terão de dar explicações, aos europeus e à história. Se aprovada essa proposta, será necessária uma campanha de boicote internacional a produtos catarinenses, por produzir e degradar com base na política do VALE TUDO.

OBS - Embora as autoridades não se dêem conta que a natureza não cobra, se vinga, é graças à sua reação raivosa que talvez os deputados catarinenses não consigam - como querem seus financiadores - aprovar esse absurdo até o final deste ano, afinal, chove muito e SC entra em estado de calamidade pública.

Por Leonardo Aguiar Morelli - escritor, Secretário Geral do Conselho Superior das DEFENSORIAS SOCIAIS integrado pela DEFENSORIA DA ÁGUA (http://www.defesadavida.org.br/)
Foto: sem crédito, extraída do sítio www.abril.com.br/noticias/brasil/numero-morto...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O Maquiavelismo de Sérgio Cabral ou a falta de cidadania do carioca

O Maquiavelismo de Sérgio Cabral, representado pela sua brilhante estratégia de antecipar o feriado do Dia do Servidor Público para segunda-feira, dia 27 de outubro, mostrou como está entranhada, em nossa política nacional, mesmo entre os políticos da "nova geração", a noção de que os fins justificam os meios.


Muito feia esta política onde para atingir objetivos pessoais - galgar cargos mais elevados na vida pública -, em detrimento do interesse público, vale tudo. Vale escrever textos apócrifos denegrindo a imagem do candidato oposto, vale fazer boca de urna e distribuir lanches em embalagens com marca dos Governos Federal e Estadual, vale antecipar um feriado, num semestre onde não existem feriados, para aumentar o índice de abstenções.

O mais interessante é que o Sérgio Cabral é aquele que faz uma crítica feroz ao estilo de fazer política da família Garotinho. E ele repete exatamente a mesma prática - clientelista, paternalista - ao usar de todos os meios mais baixos para conseguir o seu intento - ser Presidente da República.

O novo Prefeito do Rio de Janeiro - Eduardo Paes - já disse a que veio: quer subir a qualquer preço e isto significa mudar de partido tantas vezes forem necessárias em apenas oito anos de vida política, fazer as mais espúrias alianças, jogar sujo, como foi fartamente publicado pela imprensa no decorrer do processo eleitoral.

E o carioca? O carioca demonstrou uma falta de cidadania jamais vista na história das eleições municipais. Diante de um pleito de tamanha importância, onde estavam em campo duas candidaturas similares em propostas para a cidade, mas, completamente distintas do ponto de vista da forma de se fazer política. Onde estavam em campo duas candidaturas completamente diferentes: uma clientelista, paternalista, anti-ética; a outra trazendo uma luz no fim do túnel, mostrando que se pode fazer uma campanha sem sujar a cidade, sem ofender os adversários, sem alianças desmedidas, comprometida com o interesse público.

O carioca demonstrou que está pouco se importando com o que aconteça com a cidade, desde que suas vantagens não sejam afetadas, seja através das ocupações irregulares dos espaços públicos - aí tanto faz se é rico ou pobre -, seja através da impundade - o famoso é ilegal e daí - aí, novamente, tanto faz se é rico ou pobre.

A falta de cidadania do carioca foi uma grande traição à candidatura de Fernando Gabeira, principalmente porque a abstenção maior foi entre os eleitores da Zona Sul, seu nicho eleitoral.

A falta de cidadania do carioca fêz com que acrditassem na balela da união entre os três níveis da administração pública - federal, estadual e municipal. Ok, se isto é verdade, então o que acontecerá em 2010 quando mudam o Presidente da República e o Governador do Estado - voltaremos ao isolamento?

A candidatura de Eduardo Paes, no primeiro turno, mostrou-se como uma alternativa para derrotar o Marcelo Crivella, que quer resgatar as práticas absolutistas monárquicas, sendo o governante escolhido por Deus e em seu nome governando. Com o crescimento de Fernando Gabeira uma alternativa mais interessante para a cidade se apresentou, mas, a falta de cidadania do carioca jogou por terra esta grande oportunidade.

Importante destacar que a candidatura de Fernando Gabeira obteve grande quantidade de votos em todas as regiões da cidade, mostrando que era unificadora. Gabeira ganhou nas Zonas Norte, Sul e Centro, perdendo, mas obtendo uma boa quantidade de votos, na Zona Oeste - reduto do Eduardo Paes, que lá mantêm a sua maneira de fazer política clientelista e paternalista.

Eis a consequência do Maquiavelismo de Sérgio Cabral ou a falta de cidadania do carioca:

Rocinha (abaixo)


Complexo do alemão (acima). Lixo na Baía de Guanabara (abaixo).


E viva o Rio de Janeiro!

fotos: sem crédito

domingo, 26 de outubro de 2008

Gabeira fala após o resultado das eleições


Fernando Gabeira mostrou, mais uma vez, sua inconfundível elegância e maturidade ao falar sobre a sua derrota nas eleições para Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com o que foi publicado no sítio G1, ele recebido com apláusos ao chegar ao hotel, na Zona Sul do Rio, e disse que a derrota é enriquecedora e que não a considera um "balde de água fria".

"Foi apenas uma partida disputada lindamente e perdida no último minuto" (...) "A derrota é muito enriquecedora. Reafirma os laços humanos das pessoas que trabalharam contigo. Tenho que ser mais hábil, aprender mais coisas". Gabeira disse estar preocupado com o futuro da cidade e que pretende organizar a sociedade e a iniciativa privada para resolver problemas como o combate aos focos de dengue, para prevenir uma epidemia. Mas não garantiu que buscará parcerias com a futura prefeitura.

Ainda de acordo com o publicado no G1, Gabeira afirma: "Não posso é trabalhar com um governo antes que eu tenha confiança de que não se use merenda escolar numa boca de urna. Porque não acredito que isso tenha sido uma decisão do alto, mas uma vez que você decide usar a maqui na e todas as suas possibilidades, as pessoas que estão em escalas mais inferiores tomam iniciativas bastante perigosas". Este fato aconteceu no dia da eleição do segundo turno, quando foram apreendidos panfletos contra sua candidatura e kits lanche, com os logotipos dos governos estadual e federal, encontrados num comitê eleitoral de Eduardo Paes, em Madureira.

"Gabeira criticou a campanha "suja", como o uso de panfletos apócrifos e boatos sobre sua candidatura.

"Eu já tinha até me esquecido da campanha suja, quando hoje anunciaram a apreensão não só de panfletos, mas o material de merenda escolar. Isso para mim é muito pior do que tudo. Desviar merenda escolar para a boca de urna é fora dos limites que eu aceito". Sobre a polêmica sobre o subúrbio, que norteou boa parte da campanha de Paes neste segundo turno, Gabeira disse que "os fins não justificaram os meios".

"Nós fizemos do limão uma limonada. A Lucinha (vereadora) ficou muito indignada com a campanha que fizeram e se transformou numa guerreira para que nós avançássemos na Zona Oeste", disse Gabeira, sobre uma frase ouvida por jornalistas durante sua campanha, em que ele teria dito que a vereadora mais votada do Rio tinha uma visão "suburbana"da política.

"Gabeira afirmou ainda que sua campanha – que contou com a ajuda de centenas de voluntários - mostrou a potencialidade do povo carioca de usar o voluntariado em prol de outras causas e não só da política.

No auditório lotado, os mesmos voluntários entoaram sua musica de campanha e fizeram uma salva de palmas em homenagem ao candidato, que recebeu ainda cumprimentos do ex-governador Marcello Alencar, que estava numa cadeira de rodas. Sobre seus futuros planos, Fernando Gabeira disse que não pensa em candidatura "e sim na vida". Mas pelo menos o guarda-roupa dos próximos dias ele adiantou: "Vou poder voltar a andar de bermuda e chinelo, agora que não vou ser mais prefeito".


fonte: sítio G1
foto: sem crédito

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Morador de rua passa em concurso para o Banco do Brasil

A comprovação de que não há qualquer possibilidade de transformação que não seja àquela através da educação. Seja ela formal ou informal.

O ideal é que a educação formal, pública e gratuita, seja oferecida à todos e que tenha qualidade. Infelizmente, não é isto o que ocorre no Brasil. O ensino público e gratuito não é para todos e nem abrange à totalidade dos menos favorecidos, as camadas mais pobres da população. E a qualidade vem descendo ladeira abaixo.

Não são poucas as pesquisas realizadas por diversas entidades, inclusive da ONU, que revelam a queda de qualidade de nosso ensino público. Os jovens chegam a concluir o primeiro grau (ou ciclo, ou 8ª série, sei lá, a cada Governo mudam os nomes e nada muda em matéria de qualidade - então fico com 1° grau porque esta expressão todos conhecem) sem sequer saberem ler corretamente. Interpretação de texto, então, é exigir demais...

Mas, existem raras e alentadoras exceções. Esforços individuais - e unicamente individuais - que fazem com que alguns consigam sair do limbo a que foram destinados pela inobservância dos Direitos Sociais e Fundamentais por parte dos sucessvos Governos e em todas as esferas (Federal, Estadual e Municipal).

Este é o caso do Ubirajara. Rapaz de Recife, que passou 12 anos vivendo nas ruas e que conseguiu ser aprovado, entre 19 mil candidatos, para uma das 171 vagas oferecidas pelo Banco do Brasil - ele ficou na 136ª posição.

Ubirajara agora vai trabalhar em frente aonde ele morava. O que o fêz conseguir tal façanha? A constatação de que deveria estudar e que teria que fazê-lo por conta propria. Pasmem, Ubirajara é um auto-didata. Ele ia frequentemente tomar café em uma biblioteca e daí percebeu a importância do estudo. Passou a frequentar a biblioteca para, além de tomar café, estudar.

Hoje, com 27 anos, Ubirajara Gomes da Silva - é, vejam só, um dos muitos Silvas brasileiros - começou a trabalhar, como esciturário, no Banco do Brasil.

Apesar dos Governos insistirem em manter crescendo o número de meninos de rua, Ubirajara disse NÃO a esta condição.

Que este seja apenas o início de uma bela jornada.

Olha o Ubirajara aí, gente!



Vejam a matéia neste link: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM855071-7823-EXMORADOR+DE+RUA+REALIZA+O+SONHO+DE+ESTUDANTES+DO+RECIFE,00.html

foto: Diário de Pernambuco

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Finalmente a Ministra Marina saiu

Sim, finalmente a Ministra do Meio Ambiente pediu demissão. O Presidente Lula perdeu um grande nome que, com o Ministério do Meio Ambiente, conseguiu ficar apagado. A Ministra pouco podia fazer diante do TOTAL COMPROMISSO DE LULA COM A DEGRADAÇÃO DO MEIO AMBIENTE - vide a aprovação para o plantio do milho transgênico etc.

À Ministra não restava outra alternativa, na medida em que cada vez mais era desautorizada pelo Presidente. Lula optou pelo desenvolvimento a todo custo e para isto desrespeita as leis e pior, diz que as leis atrapalham o desenvolvimento, o seu PAC, vez que exigem muito dos investidores - Lula refere-se à Lei de Licitações, instrumento que visa salvaguardar o dinheiro público contra empresas aventureiras e sem estrutura. E, mesmo assim, com o crivo da Lei de Licitações, muitas licitações são vencidas à custa de corrupção.

O Presidente conseguiu calar uma das maiores vozes em defesa do Meio Ambiente, mas, depois de tanta pressão, a Ministra decidiu voltar a ter voz e se demitiu. Ganhamos nós que trabalhamos em defesa do Meio Ambiente, pois, a contrário senso, a presença de Marina Silva no Ministério pouco contribuiu para fazer valer, principalmente, o Princípio da Precaução do Direito Ambiental, em que diz que na dúvida pró-ambiente, ou seja, a atividade não se realiza. Não foi o que ocorreu com a autorização do plantio de milho geneticamente modificado, que sequer teve Estudo de Impacto Ambiental, conforme se vê de post anterior intitulado Liberação de Milho Transgênico deixa clara a irresponsabilidade do Governo.

A saída da Ministra contrariou o Presidente, pois ele não conta mais com a blindagem de protetor do Meio Ambiente que o nome de Marina Silva, no Ministério, lhe garantia. Como disse um jornal carioca, o Rei ficará nú.

Lula convidou outro grande nome na defesa do Meio Ambiente - o Secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro - Carlos Minc.

Vamos ver se o novo Ministro conseguirá fazer valer a legislação ambiental, ou se sucumbirá ao poder econômico dos estrangeiros que dominam o agro-negócio na Amazônia.

Quem viver verá!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Bubbles

sábado, 12 de abril de 2008

Para refletir


Mudança climática ganha destaque dentro do Banco Mundial


mudanças climáticas 11/04/2008

Mudança climática ganha destaque dentro do Banco Mundial

As mudanças climáticas transformaram-se em uma das maiores fontes de preocupação do Banco Mundial devido à previsão de que provocarão impactos na saúde e no crescimento econômico dos países em desenvolvimento, afirmou o principal economista da entidade para o setor ambiental.

A América Latina, a África sub-saariana e a Ásia são os locais onde o aquecimento da Terra será sentido de forma desproporcionalmente negativa, e isso transforma a questão em algo fundamental para o Banco Mundial e outras instituições financeiras que tentam incentivar o desenvolvimento, afirmou Kirk Hamilton.

Hamilton é co-autor do Relatório de Monitoramento Global.

Os danos ao meio ambiente acontecem hoje nos locais mais pobres do mundo e devem ampliar-se com a elevação das temperaturas no planeta, sendo que já se prevê para 2020 o aparecimento de consequências bastante negativas desse fenômeno, afirmou o economista em uma entrevista concedida por telefone.

"Acredito que há um certo risco, e não apenas no Banco Mundial mas globalmente, de que algumas pessoas possam pensar que as mudanças climáticas sejam a moda do mês. Nós, porém, vemos com grande preocupação as consequências desse fenômeno para o desenvolvimento", afirmou.

A mudança de postura do banco, que passou a ver o aquecimento como um fator primordial na avaliação das questões relativas ao desenvolvimento, ocorreu nos últimos dois anos.

"Os cientistas estão nos dizendo com um alto grau de segurança que o que observamos hoje é uma mudança climática provocada pela humanidade e que os cenários atuais em termos de emissão de gases do efeito estufa estão nos levando para um território perigoso", disse Hamilton.

O Relatório de Monitoramento Global, lançado antes do próximo fim de semana, no qual ocorrerão encontros do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, contém dois capítulos importantes sobre a sustentabilidade global em termos ambientais.

"Os países pobres serão os mais afetados e são os menos capazes de se adaptarem às mudanças climáticas", diz um capítulo do documento. "Para os países em desenvolvimento, a melhor forma de adaptação às mudanças climáticas passa pelo incentivo a um desenvolvimento inclusivo."

Os países em desenvolvimento e os países de baixa renda dependem muito mais de seus recursos naturais do que os países ricos, disse Hamilton.

Mas explorar esses recursos sem garantir que isso se faça de forma sustentável não significa avançar rumo ao desenvolvimento, acrescentou.

"Se esses recursos forem degradados, esgotados, poluídos, então a sustentabilidade dos projetos será colocada em dúvida", afirmou.

Hamilton respondeu ainda às críticas lançadas recentemente contra o Banco Mundial. Alguns questionam o papel da instituição na luta contra as mudanças climáticas, afirmando que a preocupação maior nesse caso seria controlar os bilhões de dólares em ajuda que serão necessários para enfrentar o problema nas próximas décadas.

"Eu rebateria esse tipo de argumento. Estamos no negócio do desenvolvimento. E a adaptação às mudanças climáticas gira em torno de um bom desenvolvimento." (Fonte: Estadão Online)